O potencial dos Arranjos Territoriais

Ângela Luiz, do CEDAC, fala como municípios podem compartilhar desafios e encontrar caminhos comuns para resolver seus problemas educacionais

 

A união de municípios para resolver problemas educacionais que são comuns a eles é uma solução desejável, necessária e amparada pela legislação brasileira. Muitos avanços têm sido obtidos pela busca e pela construção de trabalhos colaborativos que visam melhorar a qualidade da educação. Para atingir esse objetivo, os municípios contam com um mecanismo institucional: os Arranjos de Desenvolvimento da Educação (ADE).

A fim de jogar mais luz sobre os ADE, ainda pouco conhecidos, o programa Klabin Semeando Educação trouxe Ângela Luiz, coordenadora pedagógica e gerente de projetos da comunidade educativa do CEDAC, para um bate-papo on-line com as equipes municipais participantes do programa. “A Constituição Federal de 1988 evidenciou a necessidade de arranjos para diminuir deficiências e o ADE é um lugar de protagonismo”, disse Ângela Luiz, que respondeu a perguntas de educadores e trouxe depoimentos de alguns gestores que constituíram o ADE em suas regiões.

A educação é um pilar

O “Bate-papo sobre Arranjos Territoriais”, realizado em 6 de maio pela internet, superou a 1,2 mil visualizações. Em sua abertura, Uilson Paiva, gerente de Responsabilidade Social e Relações com Comunidades da Klabin, agradeceu a parceria de gestores e professores, lembrando do compromisso da Klabin com a educação e das dificuldades do momento, geradas pela pandemia de Covid-19 e pelo distanciamento social.

“A educação é um pilar muito forte dentro do investimento social da Klabin. A empresa é uma das signatárias dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e criou os próprios ODS, os KODS. Está lá, muito claramente, a necessidade de apoio à gestão pública e à educação nos territórios onde atuamos”, disse Uilson Paiva. Por isso – anunciou ele – o programa foi ampliado em 2021, de três para 14 municípios.

“Este é um momento também de reafirmação da ciência. Mais do que nunca, a educação, trazendo a verdade e o conhecimento, precisa se reafirmar. Esse é o nosso objetivo aqui hoje.” (Uilson Paiva, Klabin)

 

O “espírito colaborativo” foi quase um personagem do encontro. A atriz Kelly Orasi, fundadora do núcleo de teatro Trecos e Cacarecos, e o músico Decio Gioielli, conduziram os participantes a uma viagem por estórias e mitos ancestrais, caiapós e africanos, para falar sobre a transformação de uma “semente de ódio em uma semente de amor”, ou para reforçar que “uma escola não é feita de prédios, é feita de gente”, como diz James Rumford, no livro Escola de Chuva, base de uma das apresentações.

“As crianças estavam felizes e ansiosas para a sua primeira aula. Andaram pela estrada e chegaram em um lugar. Lá não havia escola, mas havia um ser de coração pulsante. Era a professora, que com seu sorriso largo deu as boas-vindas aos alunos. A primeira missão deles: construir a escola.” (trecho da estória contada por Kelly Oras, a partir do livro Escola de Chuva)

Prêmio Boas Práticas

O encontro se estendeu por aproximadamente uma hora e meia. Nesse período, todos puderam conhecer também algumas das propostas destacadas pelo 1° Concurso de Boas Práticas do Projeto Klabin Semeando Educação.

Vencedoras da premiação, Jossana Matsen Freitas e Marilsa Aparecida Moreira da Costa (Telêmaco Borba), Simone Calisti e Fabielly Soares Rodrigues (Ortigueira) e Zenilda Castorina Ramos e Ligia da Silva Pedroso (Imbaú), representando suas comunidades escolares, deram depoimentos apaixonados sobre o trabalho realizado com as crianças durante a pandemia, os recursos envolvidos, as ideias, os desafios e os novos aprendizados. Seguiram, afinal, o pensamento resumido em uma frase pelo educador Paulo Freire:  “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou sua construção.”

 

>> Veja na Galeria imagens dos gestores e professores que venceram o 1° Concurso de Boas Práticas do Projeto Klabin Semeando Educação.

> Assista no YouTube ao “Bate-papo sobre Arranjos Territoriais”, com os depoimentos de especialistas, professores e gestores que utilizam os ADE em suas cidades.